Decoração, Mercado de Arte

Qual a diferença entre gravura, xilogravura, litografia e serigrafia?

Constantemente no mercado de arte nos deparamos com diversas gravuras, xilogravuras, serigrafias, litografias, monotipias, prints, dentre outos termos. São tantas denominações que às vezes a técnica utilizada pode acabar confundindo o comprador. Visando sanar essa dúvida, elaboramos este guia simples e rápido para explicar quais as diferenças entre os diferentes métodos mencionados acima.

Gravura

Gravura nada mais é que uma imagem impressa obtida através de uma matriz artesanal de diferentes materiais. O processo para obter a imagem é feito manualmente por meio de diferentes técnicas. Dependendo da forma que a imagem for obtida é que ela recebe a denominação adequada, seja ela xilogravura, serigrafia, litografia, dentre outros. Gravura acaba sendo o termo genérico para caracterizar uma série de múltiplos que será obtido através das mais variadas formas de impressão/gravação. Geralmente as gravuras contém o número de tiragem caracterizados por um certo número / outro certo número, por exemplo 1/250. Neste caso, essa é a primeira impressão de 250 disponíveis. Antes da primeira versão impressa, o artista sempre fará a P.A (prova de artista) ou P.I (prova de impressão). No mercado de arte, os primeiros números sempre são mais desejados, pois se aproximam da P.A e contém mais informações de tinta e detalhes na impressão.

Xilogravura

A xilogravura é uma das técnicas mais simples para se produzir uma gravura. A partir de uma superfície plana de madeira (matriz), o artista faz os entalhes na madeira que correspondem as partes que não irão receber tinta. Após preencher a matriz com tinta, coloca-se o papel por cima da mesma que a seguir será prensado, imprimindo assim a imagem no papel.

Exemplo de Xilogravura de J. Borges

Gravura em Metal

Assim como a xilogravura, a gravura em metal foi uma das primeiras técnicas a serem criadas. Nela, o artista desenha sobre uma chapa de metal com um instrumento conhecido como ponta seca. Os sulcos criados na chapa retém a tinta que posteriormente será aplicada sobre o papel. Para conseguir extrair a tinta, é necessário uma pressão muito grande e, por isso, deve contar com instrumentos especiais para fazê-lo, ao contrário da xilogravura, que tem como princípio um processo mais simples.

Além disso, existem outras técnicas para gravação em metal. Uma delas é a aplicação de ácido sobre a matriz, conhecidos como água-forte e água-tinta. O composto químico irá agir sobre a chapa de metal provocando diferentes tipos de sulcos e relevos, tendo como resultado uma imagem bem diferente do que seria feita somente pela ponta seca.

Litografia

A Litografia era muito utilizada por artistas no século XIX. Para fazer uma gravura através da técnica de litografia, o artista precisa de uma superfície de pedra de calcário na qual irá despejar compostos gordurosos, como betume, lápis ou crayon especial de litografia e a seguir irá remover parte do composto, realizando assim o desenho sobre a pedra. O carbonato de cálcio da matriz de calcário retém a gordura na superfície que posteriormente passará por uma prensa, assim como na gravura em metal, para transferir a imagem da pedra ao papel.

Serigrafia

A serigrafia começa a ser mais utilizada no século XX, devido aos avanços tecnológicos e facilidade em realizá-la. A serigrafia permite a impressão em diversos tipos de materiais. A serigrafia nada mais é que a impressão da imagem em uma superfície vazada, pela pressão de um rodo ou espátula, através de uma tela preparada. Apesar de ser um trabalho manual, é mais simples de ser realizado que os anteriores, principalmente por não ter que alterar a base das matrizes com sulcos ou entalhes.

Monotipia

A monotipia é um tipo de gravura, porém ao contrário das técnicas anteriores, é de tiragem única. Nesta técnica é aplicada sobre uma base de vidro, por exemplo, a tinta a óleo que é espalhada por um rolo ou pincel. O artista coloca o papel por cima desta tinta e nele faz o seu desenho. Ao retirar o papel, o desenho estará impresso no lado oposto do papel. A monotipia é única, pois mesmo que o artista tente reproduzir o processo, a forma como a tinta será gravada no papel poderá ser totalmente diferente da anterior e, se for muito próxima do primeiro resultado, será no mínimo mais tênue.

Print

O print nada mais é que a evolução de todos os processos anteriores em sua forma mais contemporânea possível. Como o próprio nome diz, o print é uma impressão. Neste tipo de arte, muitas vezes o artista faz um desenho digital que futuramente será impresso com o máximo de qualidade possível em um papel especial. Os prints, apesar de não passarem por todo o processo manual que as técnicas anteriores passavam, também recebem valor no mercado por conterem tiragens escassas, que são numeradas e assinadas. Mas lembre-se sempre de verificar se a numeração e assinatura foram feitas à mão, senão, simplesmente é um print sem valor comercial.

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2 thoughts on “Qual a diferença entre gravura, xilogravura, litografia e serigrafia?

  1. Ana Lúcia Oliveira disse:

    Achei muito interessante a explicação dos diversos tipos de gravações. Agradeço

    1. casa8home disse:

      Obrigado, Ana! Vamos começar a produzir textos desse tipo com mais frequência. Seja sempre bem vinda 🙂

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